terça-feira, 27 de outubro de 2015

Assassinos sabiam rotina de vítima

BAIXADA FLUMINENSE - A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) trabalha com a hipótese de que os assassinos do empresário Felipe Lavina Machado, de 27 anos, morto no último domingo (25 de outubro) após ser levado para uma comunidade do K-11, em Nova Iguaçu, o conheciam e sabiam da sua rotina. Antes de ser retirado de sua residência, ele foi chamado pelo nome pelos bandidos. Além disso, investigações apontam que os criminosos, ao chegarem à casa da vítima, em Mesquita, foram direto para um quarto perguntando sobre o cofre.

Felipe era dono de uma
academia em Belford Roxo
O rapaz, que era sócio de academias em Belford Roxo e Mesquita, foi executado na frente da namorada com três disparos na cabeça. Os três criminosos que participaram da ação teriam ameaçado queimar o carro com a namorada de Felipe a bordo. Ele teve R$ 10 mil roubados do cofre, além de roupas e eletrônicos. O veículo pertence ao irmão da vítima. "Todo o cenário é de latrocínio (roubo seguido de morte), mas estamos investigando todas as possibilidades, incluindo execução", afirmou o delegado Fábio Cardoso.

O empresário, que também era professor de Educação Física, foi sepultado ontem (26) no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita. "Como pai, tive orgulho do meu filho. Peço aos governantes que chequem com carinho este caso. Nossa Justiça está falida e morta. O que eu tô sentindo hoje, amanhã pode ser com vocês. O meu filho entrou para mais uma estatística. Um garoto bom que só sabia trabalhar e estudar", desabafou o pai da vítima, Wilson Machado Filho, aos prantos.


De acordo com o tio de Felipe, Valdecir Lavina, de 45, a morte dele ainda é um mistério. "Neste momento várias coisas passam pela nossa cabeça. A academia fica em uma área de risco, e ele era uma pessoa bem conhecida", lembrou.


Via Meia Hora

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