terça-feira, 25 de agosto de 2015

Moradores de Belford Roxo e da Baixada são vítimas de golpe da panela e do edredon

Estelionatários usam máquinas de cartão de crédito e digitam valores falsos

A moradora de Belford Roxo, Ana Paula,
também foi vítima do "Golpe da Panela"
BAIXADA FLUMINENSE - Se você costuma usar o cartão de crédito para comprar produtos de comerciantes ambulantes é hora ficar atento com golpistas. Na Baixada Fluminense, moradores relatam que são abordados com frequência por ‘vendedores’ de panelas e edredons. Só que ao invés da esperada economia e comodidade pelo serviço, o saldo final é uma tremenda dor de cabeça com compras até 10 vezes maiores que a original e a clonagem do cartão.

Sem o cliente prestar atenção, os vendedores digitam na maquininha de cartão um preço acima do que o prometido pelos produtos. Sem perceber, o consumidor registra a senha e confirma a compra. Enquanto isso, já há uma pessoa ao volante do carro para facilitar a fuga. O golpe seria aplicado por um casal com sotaque característico do Sul do país. Eles chegam em uma picape branca e promovem um buzinaço.

Há um mês, um moradora do bairro de Olinda, em Nilópolis, iria comprar um conjunto de panelas e edredom por R$ 90, mas descobriu a fraude a tempo. Na hora de pagar observou que o preço era de R$ 900. “Foi aí que puxei o cartão e comecei a gritar”, recorda.

Já a dona de casa Ana Paula Ferreira, 40, não teve a mesma sorte. Ela foi abordada por um casal no estacionamento de um hipermercado na vizinha Belford Roxo. Ela comprou dois jogos de panela por R$ 700 e horas depois uma compra de R$ 3 mil foi registrada no cartão.

Dados do Instituto de Segurança Pública apontam aumento de 10% em casos de estelionato em Nilópolis, entre 2014 e 2015. Apesar dos números, a 57ª DP (Nilópolis) informou que e não há nenhuma ocorrência do tipo registrada.

O secretário de Segurança de Nilópolis, Felipe Cavalcanti, disse que já recebeu denúncias referentes ao crime e alertou para que outros moradores não caiam no golpe. “É preciso prestar atenção”, diz.

Via O Dia


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