segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Irmãos acusam seguranças de agressão em festa gay no Centro do Rio ( Pipper Club )

Briga começou após jovem insistir em paquerar um dos envolvidos, Vitima tiveram lesões  pelo corpo.
Rio - A diversão de amigos terminou em pancadaria na madrugada de ontem. Dois irmãos acusam os seguranças da festa gay Pipper Club, no Scala Rio, Centro do Rio, de agressão durante uma confusão na casa de show, mas a organização do evento nega. Rogério e Rodrigo Rocha Araújo, ambos de 27 anos, tiveram escoriações pelo corpo e foram levados para o Hospital Souza Aguiar. Eles registraram ocorrência na 5ª DP (Centro) e fizeram exames de corpo de delito no IML.
Os irmãos contam que por volta das 4h30 uma jovem, de aproximadamente 27 anos e aparentando estar embriagada, tentou paquerar Rogério, que recusou a cantada, assim como na outras duas tentativas minutos depois. Na quarta investida dela, Rogério falou de forma grosseira com a jovem, que não gostou e o teria empurrado. Os dois se agrediram e Rogério disse que teve a camisa rasgada pela moça.

A confusão aumentou depois que a jovem teria chamado os seguranças. Enquanto Rodrigo foi chamar o dono para resolver a discussão, Rogério diz ter sido imobilizado pelo pescoço. Ao ver a cena, Rodrigo correu para defender o irmão, mas não conseguiu. Outros seguranças chegaram a começaram a agredir os dois, mesmo com outros amigos tentando impedir. Todos foram expulsos à força do local, menos a garota.
"O segurança, em vez de ouvir o que ocorreu, pegou o meu irmão pelo pescoço e o colocou para fora enquanto outros davam socos e chutes", relata Rodrigo. "Eu não fiz nada. A garota ainda me deu um soco no peito porque não queria nada com ela", conta Rogério. "Todos nós dizendo que o Rogério na tinha culpa, mas ninguém nos ouviu", afirma o amigo Bruno Carvalho, 31 anos, que estava junto com os irmãos.
'Dono não quis resolver'
Rodrigo e Bruno afirmam que o dono da festa, Luis Boareto, não quis resolver o problema após ser procurado pelos dois e até pela polícia. "Fui com o Rodrigo chamar o dono, mas nenhum funcionário ajudou a encontrá-lo. E quando a PM chegou, pois alguém já havia chamado, o dono disse que não iria falar nada e que era para resolver na delegacia", disse Bruno.
Organizador da festa que aluga o espaço, Luis Boareto apresenta outra versão do caso. Ele disse que estava no lado de fora da festa quando viu eles sendo expulsos. "Como regra de toda boate, se a pessoa brigou ela será retirada do local. Eu tentei ajudá-los querendo saber o que houve, mas acho que o teor alcoólicos deles não deixou. Eles não nos procuraram em nenhum momento", comentou.
Para Luis, as vítimas foram os seguranças. "As marcas que eles tiveram no corpo devem ter sido ocasionadas pela menina. O que eu vi foi que dos dois agrediram os seguranças verbalmente e fisicamente no lado de fora. Vou pedir para que os funcionários também façam registro de ocorrência contra os dois", garantiu Luis.
O caso foi registrado com lesão corporal por socos, tapas e pontapés. Rogério e Rodrigo tiveram marcas no pescoço, tórax, boca. Rogério ainda teve luxação no dedo, e Rodrigo um dente quebrado. Após deixar o IML na manhã de ontem, os irmãos informaram que vão anexar o laudo do exame no processo criminal e por dados morais que pretendem mover contra a casa.
A polícia espera o laudo do exame de corpo de delito para abrir um inquérito policial e decidir se vai chamar o proprietário da festa para depor. A garota até o momento não foi encontrada.
Bruno conta que a boate tem um histórico de reclamações por conta da truculência dos seguranças e de até furtos dentro do estabelecimento. No perfil da Pipper Club no Facebook, é possível ler relatos de clientes se queixando dos funcionários. "A casa não toma providência em relação ao comportamento agressivo dos seguranças. E se você reclamar na página eles te excluem", disse Bruno.
"Os seguranças são muito homofóbicos. Passei pela entrada já sendo empurrado por esses caras", disse um internauta na página da casa. "Vi um monte de gente reclamando que roubaram a carteira", disse outra pessoa. "Chegamos na festa e meu amigo esbarrou no segurança, que fez começou a falar alto, colocando o dedo na cara do meu amigo.
Luis Boareto disse que os seguranças não são agressivos, e sim passam por constrangimentos em alguns casos. "Eu já vi uma cliente dar um tapa na cara do segurança por que achou que tinha o direito de fazer isso", disse.

Via: O dia
Por: Helio Almeida


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