segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Grupo armado mata PM e resgata chefe do tráfico da Guacha "Bebezão" de hospital em Niterói



BELFORD ROXO - Um grupo de cerca de 15 homens armados, alguns com fuzis, resgatou o traficante Johnny Luiz da Silva, de 27 anos, conhecido como Bebezão, do CTI do Hospital estadual Azevedo Lima, no Fonseca, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, por volta das 3h30m desta segunda-feira. O bandido estava sob escolta de dois policiais militares do 41º BPM (Irajá). Há relatos de que alguns funcionários e pacientes entraram em pânico no momento da invasão à unidade de saúde.

Antes do resgate, o mesmo grupo havia matado um policial militar, um motociclista e baleado a mulher do PM, em São Gonçalo, também na Região Metropolitana. Além disso, eles assaltaram uma mulher que estava num Palio. Os casos ocorreram no bairro de Santa Luzia, por volta das 2h30m.

Segundo o coronel Fernando Salema, comandante do 7º BPM (São Gonçalo), o subtenente Celso Melício de Oliveira, de 54 anos, reagiu à abordagem dos bandidos. Ele era lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia), onde ficava na sala de rádio.

A mulher do policial, Roseli Barcelos, de 41 anos, levou um tiro no peito e está internada no Hospital estadual Alberto Torres, no Colubandê, em São Gonçalo. Celso havia acabado de deixar o cunhado em casa - o grupo voltava de uma pescaria - e seguia para sua própria residência, no bairro Apolo, quando foi rendido. O carro dele - um Fox - foi usado no resgate de Bebezão.

- Meu marido conseguiu escapar. Mas eles fizeram toda essa desgraça - contou a cunhada do subtenente.

O motociclista morto ainda não foi identificado. A moto dele está no pátio da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.

Oficiais dos batalhões de Irajá, de São Gonçalo e de Niterói estiveram no Azevedo Lima para tentar detalhes do que aconteceu. Segundo o coronel Luís Carlos Leal Gomes, comandante do 41º BPM, a partir dessas informações será traçado uma plano para tentar recapturar o preso.

Policiais de escolta e funcionários de hospital prestam depoimento

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que a 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar apura o que ocorreu. Ainda de acordo com a PM, os policiais envolvidos na ocorrência estão sendo ouvidos. Leia a íntegra do informe:



"O criminoso Johnny Luis da Silva foi resgatado do Hospital Azevedo Lima, na madrugada desta segunda-feira, 10/11, por marginais. Segundo o comando do 41º BPM (Irajá), este criminoso foi ferido em outubro, quando participou de uma tentativa de roubo de três carretas de carga da Souza Cruz, na Pavuna. Todos os policiais envolvidos nessa ocorrência estão sendo ouvidos nesse momento pela 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, que está apurando o caso."


Já a Polícia Civil informou que o caso foi registrado como roubo e evasão de pessoa custodiada. Segundo o órgão, o diretor do hospital, funcionários e vítimas estão prestando depoimento:

"De acordo com informações da 78ª DP (Fonseca), foi feito um registro de roubo e evasão de pessoa custodiada. O diretor do hospital, funcionários e vítimas estão sendo ouvidos na unidade. O Policial Militar que estava de plantão prestou depoimento. As investigações estão em andamento".

O delegado José William de Medeiros, titular da delegacia do Fonseca, disse que até o momento já sabe que havia apenas um PM na escolta de Bebezão e que no hospital não havia policiais de plantão.

Tiroteio na Pavuna
Na época publicamos que o traficante havia sido morto e depois retificamos que foi baleado
Bebezão foi baleado durante uma tentativa frustrada de roubo de cargas de cigarro, no dia 16 do mês passado, na Pavuna, Zona Norte do Rio. Os bandidos - cerca de 20 - foram flagrados por policiais do 41º BPM e houve intensa troca de tiros. Na ocasião, três suspeitos morreram e um foi preso.

Ferido, Bebezão foi levado para o Hospital estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, também na Zona Norte. De lá, ele foi transferido para o Azevedo Lima, na semana passada. Bebezão é apontado pela polícia como chefe do tráfico na Comunidade da Guacha, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.



Via Extra




Nenhum comentário:

Postar um comentário