terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pai de santo preso por estelionato deixa a prisão e volta ao trabalho

Pai Bruno conseguiu, na Justiça, sua liberdade provisória

Um anúncio pequeno nos classificados alerta: “Antes de fazer trabalhos espirituais, peça a origem do pai de santo”. A propaganda anuncia o retorno ao trabalho de Edmar dos Santos Araújo, o Pai Bruno, depois de ficar quase dois anos preso, acusado de estelionato, extorsão e formação de quadrilha.
Pai Bruno — autointitulado “o Invejado”, no anúncio — conseguiu, na Justiça, a liberdade provisória e, em maio, deixou o presídio Ary Franco, em Água Santa. Segundo sua advogada, Kenya Vanessa Lima Araújo de Jesus, ele ainda responde a seis processos. Ao EXTRA, a advogada revelou que, antes de seu cliente voltar a trabalhar como pai de santo, ela o proibiu de mencionar qualquer promessa nos anúncios. Antes, ele prometia “trazer a pessoa amada em três horas”. O nome também mudou: se antes, o ele usava pai Bruno de Pombagira, agora é Pai Bruno de Mulambo.
Anúncio de Pai Bruno no jornal
Anúncio de Pai Bruno no jornal Foto: Reprodução
— Não autorizei ele a mencionar qualquer promessa para evitar problemas. Mas conseguimos provar, na Justiça, que ele não ameaçava suas clientes. Eram as duas pessoas que trabalhavam com ele — disse a advogada.
Viviane Duarte de Souza, Luciana Duarte de Souza Reis, que eram secretárias do pai de santo, e Alex Alberto de Souza, que trabalhava como motoboy, respondem a um processo, junto com Pai Bruno, por formação de quadrilha e extorsão. Segundo vítimas afirmaram na 14ª DP (Leblon), Viviane e Luciana ameaçavam e extorquiam dinheiro dos clientes de Pai Bruno. Alex cobrava o pagamento.
Pai Bruno está no Presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão


Via: Jornal Extra

Por: Rafael Soares 

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